Produção de Café de Pivô Irrigado

Café: A árvore de dinheiro do Oeste da Bahia?

O novo produto agrícola tem explodido dentro do Oeste da Bahia, assim como o café sob pivô de irrigação. Há três anos atrás, aproximadamente, 4.000 hectares na região foram plantados para café irrigado. Em março de 2002, a área plantada para café excedeu 13.000 ha. Em 2004, a expectativa é de que o café contribua com 11 por cento da renda bruta da área--mais que o arroz, o feijão comestível e as frutas combinadas.

As atrações do café de pivô de irrigação no Oeste da Bahia são de fácil mecanização, uma alta qualidade de produção, produções excepcionais, terra barata e o retorno começa em aproximadamente 30 meses depois do plantio em novas terras abertas no cerrado.

Clima + Solo + Altitude + Água + Terra Barata

O café necessita de um clima tropical, solo bem drenado e uma altitude acima de 700 metros. Esses requisitos fazem de uma grande parte do Oeste da Bahia apropriada para produção de café. O clima é ideal, os solos são arenosos a arenoso moderado, e a maior parte da região está com altitude acima de 700 metros.

Com o pivô de irrigação, o acúmulo de chuva e a distribuição são de pouca preocupação. Isso significa que o café pode ser plantado em áreas de pouca chuva do Oeste da Bahia onde colheitas de trigo podem sofrer veranicos em Janeiro--mini secas de 10 a 20 dias de duração.

Terras em regiões de baixo índice de chuva são mais baratas que em regiões de alto índice. Terras de cerrado virgem com boa localização e com energia elétrica eram vendidas por 25 a 35 sacas de soja por ha (US$190 - $265/ ha) em Março de 2002.

Café Plantado em Terras Recém Abertas

O café pode ser plantado em terras recém abertas no cerrado. A implantação de café de pivô irrigado em novas terras de cerrado começa com a preparação da terra em Novembro-Dezembro, estações chuvosas.

A vegetação é desmatada por tração de uma pesada corrente de 100 metros ou um cabo entre dois tratores, e a direção do trator é invertida sobre uma mesma área. Cortadores de árvores serram, removem e vendem as grandes madeiras. Há dois processos de trituração de soja na área. Os galhos que sobram são juntados e queimados. Depois, são discados com grandes discos. Depois de discados, aproximadamente 5 m/ha de calcário são aplicados e mais 0,6 m/ha de super fosfato simples. O solo é discado de novo para trabalhar com calcário e com o fósforo. Qualquer sobra de raízes e galhos são manualmente removidos.

Água de Irrigação

A maior parte da plantação de café no Oeste da Bahia são irrigadas por poços. Chuvas anuais recarregam a abundante água no subsolo. Os poços são perfurados de 250 a 300 metros de profundidade com uma bomba fixada de 40 a 60 metros. Bombas caseiras atingem um volume de 450 mil litros cúbicos por hora. Bombas importadas sugam de 600 - 700 mil litros cúbicos por hora.

Com uma nova tecnologia de reserva de água para produção de café, uma bomba de poço em um reservatório pode irrigar três pivôs de 100 ha. A água é bombeada entre 23:00 e 6:00, quando as taxas elétricas são 10 por cento das taxas do horário de pico.

Agricultura de Café

Depois de implantar os sistemas de pivô, eles são operados em um ciclo completo para marcar as séries concêntricas onde o café será plantado. O espaço entre os círculos é em geral de 1,70 a 1,80 metros. As marcas das medidas das distâncias dos poços são de 0,5 a 1,0 metros na série. Em Fevereiro e Março, os brotos de café de um local ou de viveiros da fazenda são transplantadas à mão, ou por plantadores mecânicos.

Depois da plantação, fertilizantes, fungicidas e outros adubos químicos são aplicados na irrigação direta na série das plantas, economizando materiais. O espaço entre os ciclos é cultivado ou pulverizado com herbicidas para matar os matos.

Produção de Café Irrigado

A primeira colheita de café irrigado no Oeste da Bahia é de aproximadamente 18 meses após à plantação (veja a foto à esquerda). A produção é de aproximadamente 30 a 40 sacas por ha. A produção da colheita seguinte é em torno de 80 a 110 sacas por ha.

Aos 42 meses, o café é considerado maduro. Produções de café maduro são de 70 a 100 sacas por ha (4.2 a 6.0 mt/ha). Muitos produtores atingem produções maiores; o recorde conhecido no Oeste da Bahia é de 160 sacas por ha (9.6 m/ha) para um pivô de 103 ha.

Essas são produções excepcionais--para as melhores do mundo a fora, e várias vezes a média de 11 sacas por hectare do café produzida na principal área de produção no Sul do Brasil. As produções são maiores no Oeste da Bahia, compradores internacionais e domésticos consideram o café do Oeste da Bahia como o melhor do Brasil.

Economias de Café Irrigado

A razão do estouro da produção de café no Oeste da Bahia é óbvio: o café é uma árvore de dinheiro em potencial. O café irrigado é lucrativo até mesmo com os menores índices de preços do mundo, desde 1964. Em março de 2002, os preços do café estavam em torno de US$50,00 pela saca de 60 kg. Neste preço, com uma produção de 80 sacas, renda total de US$4,000/ha ou US$412,000 por pivô 103 ha. A renda total de três pivôs, a operação de 309 ha excede a US$1,200,000.

Para um sistema de três pivôs, o empreendimento inicial total custa para um hectare de café até a colheita de 30 meses, aproximadamente US$4,000 a US$4,500 por hectare. Isso inclui o custo da limpeza da terra, delineação e fertilização, perfuração de poços, compra e instalação de sistema de válvula de três pivôs de 103 ha, a compra de maquinário, e todo o custo administrativo e técnico mais os juros de investimento e o capital de trabalho. O custo de terra não está incluso.

O custo de produção total anual é em torno de US$2,600/ha incluindo mão de obra, compras de materiais, custos técnicos e administrativos e juros de investimentos e capital de trabalho. Do custo total, o dinheiro de investimento é em torno de US$2,000/ha e o custo administrativo e interesses mas os juros de investimentos e o capital de trabalho de US$600/ha. Presumindo uma produção de 80 sacas/ha, o custo total é de US$39/saca, dinheiro de investimento de US$30/saca.

Embora alta em bases absolutas, os custos totais da produção de café do Oeste da Bahia de pivô irrigado produzindo 80 sacas por ha são menores que a metade do custo por unidade da terras de sequeiro convencional no Brasil. Nos preços atuais, oa plantadores de café nas principais regiões de produção em Minas Gerais e São Paulo estão perdendo dinheiro, enquanto os cultivadores no Oeste da Bahia estão fazendo pequenos lucros.

Qual é o Futuro?

Nos preços atuais no mundo, o cultivo de café no Oeste da Bahia não é altamente lucrativo, embora novos plantios continuem mesmo que investimentos de US$1,250,000 a US$1,500,000 sejam necessários para três pivôs. Os investidores estão apostando numa significante recuperação nos próximos dois ou três anos.

A antecipação dos altos preços mundiais e disponibilidade de créditos atrativos estão juntando e direcionando forças para as plantações de café do Oeste da Bahia. Um banco de desenvolvimento regional fornece empréstimos de oito anos de até 50% do investimento total pressupondo que a terra seja livre e limpa. Adicionando o custo de 500 ha de uma terra a 25 sacas/ha, o investidor precisa de capital de US$700,000 a US$800,000 para começar uma operação de café de três pivôs.                                                                                                                                                                                                                                                                                                            




























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