| A Fazenda H
WH e seus dois irmãos, WH e RH, possuem 25.000 ha e plantam 18.000 ha (44.460 acres) no Oeste da Bahia. Nascidos e criados em uma fazenda no Paraná, eles se mudaram para a Bahia há dezoito anos atrás e compraram 1.100 ha na região de elevada precipitação pluvial com frente a uma pista não pavimentada que depois se tornou a pavimentada estrada BR 20.
Os irmãos H estavam entre os 600 fazendeiros que se mudaram para a região, no início ao meio da década de 80. A maior parte dos imigrantes vieram de fazendas do sul, dos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná. Eles venderam suas fazendas no Sul e com a venda, compraram fazendas no cerrado, de quatro a dez vezes maiores que as fazendas que eles venderam. A área do cerrado estava virgem. Os irmãos H limparam 130 ha de suas terras e plantaram soja no primeiro ano. No ano seguinte, eles limparam o resto de suas terras e novamente plantaram soja. Desde então, eles tem comprado e aberto aproximadamente 1.000 ha por ano em média. Depois, em 2001, eles compraram uma fazenda de 5.550 ha próxima à fazenda em que moravam.
Agricultura em Larga Escala
A operação H é uma agricultura comercial em larga escala. O lucro bruto para a colheita do ano de 2001-2002 vai exceder a US$ 15 milhões. A fazenda em que vivem agora consiste em uma contígua área de 18 quilômetros quadrados de extensão por quatro quilômetros de largura. Excluindo seus quatro círculos de pivôs de irrigação, seus menores campos são de 1.000 ha. Durante as colheitas de 2000/2001, os irmãos H cultivaram 950 ha de milho, 4.000 ha de soja, 2.000 ha de feijão comestível, 2.000 ha de arroz de terras altas e 3.500 de algodão. Parte da colheita de feijão comestível e de milho foram cultivadas em sistemas de irrigação de quatro pivôs centrais cobrindo 452 ha.
No fim de 2001, eles compraram um adicional de 5.600 ha, e para a colheita dos anos de 2001-2002, eles plantaram um total de 9.000 ha de soja, 2.000 ha de arroz e 750 ha de milho.
Embora suas fazendas e seus campos sejam maiores que os da maioria da América do Norte, as operações dos campos e os maquinários que eles usam são os mesmos usados na agricultura comercial de grãos na Faixa de Milho, no Delta Mississipi e nas Grandes Regiões Planas.
As pequenas colheitas de trigo são cortadas com oito modelos recentes de máquinas conjugadas com tubos de circulação de 30 pés, e o algodão é picado com novas 5 e 6 séries de máquinas compradas na região (mas importadas dos Estados Unidos). Em geral, há menos campos operacionais do que em grandes fazendas da América do Norte. A natureza controla os matos e o crescimento natural promovido pela chuva entre a colheita e o plantio. Os insetos e as plantas doentes têm crescido, mas são geralmente menos constantes que em uma área que tenha sido cultivada por vários anos. Eles tem significativamente menos equipamentos por unidade de terra que em média uma grande fazenda de trigo na América do Norte -- O total de cavalo potencia por hectare que eles tem é de 0,3. A lavoura, o plantio e a colheita são raramente interrompidas por mau tempo e os campos de operações são concluídos sem interrupção pelo relógio. Eles geralmente utilizam aproximadamente 2.500 horas a cada estação de seus grandes tratores.
Produção e Retornos
Os retornos têm variado de ano a ano, mas os irmãos H nunca tem deixado uma colheita falhar nos dezoito anos que eles tem cultivado nesta área. No ano de colheita de 1998-1999, um excepcional ano de seca com 35 dias a menos de chuva, começando no meio de Janeiro, a fazenda H teve a seguinte produção em sacas por ha: 47 soja não lavrada; 47 soja convencional; 130 milho; 27 feijão comestível; 30 arroz de região alta; e algodão, 230 arrobas de algodão em sementes/ha (1.230 libras de algodão em flocos/acre). Assim prevalescendo os preços de custo e venda, o lucro bruto por ha esteve acima do custo de produção de todas as colheitas. O algodão foi o mais lucrativo produto agrícola com custo de produção igual a 62 por cento dos lucros brutos. As colheitas de 1999/2000 tiveram um excelente período de chuva. Os rendimentos finais em sacas por ha: 55 soja regular e soja não lavrada ; 130 milho; 27 feijão comestível; 33 arroz de terras altas em terras recém abertas. Os rendimentos do algodão foram excepcionais: 2.200 ha de algodão de terras de sequeiro, lucrando 284 arrobas de algodão em semente/ha (1.517 libras foi de algodão em flocos/acre). Seus rendimentos de algodão irrigado foram de 290 arrobas de algodão em semente/ha (1.550 libras de algodão em flocos/acre). A média do retorno para a produção dos irmãos H nas colheitas de 1999-2000 foi de US$1.000 por ha. Para as colheitas de 2000-2001, a produção em sacas de 60 quilos foram: 56 soja, 107 milho, 22 feijão comestível, e 30 arroz. A produção de algodão em excepcional média de 308 arrobas por ha (1.756 libras de algodão em flocos/acre). O cálculo do algodão para menos que 30 por cento da área total plantada, mas contribuindo com 60 por cento do lucro bruto da fazenda.
O rendimento das colheitas de 2001-2002 teve impacto negativo devido a um veranico do dia 26 que começou na terceira semana de fevereiro. Esse atrasado período de chuva foi a primeira experiência desde o início na região, em meados de 1980. A soja nas terras "velhas" produziram 48,5 sacas por ha e na terra "nova" 39 sacas por ha, produziram 103 sacas de milho, 18 sacas de feijão comestível e se esperou produzir 260 arrobas de algodão por ha.
Embora as produções de 2001-2002 fossem abaixo dos recentes níveis para a fazenda H, eles estiveram entre as maiores da região. As produções das colheitas foram as maiores da região. As produções das colheitas nas fazendas vizinhas com um pobre manejo da fertilidade do solo, foram significativamente baixas, e em alguns casos, as colheitas falharam completamente.
Trabalho e Custo de Trabalho
Em contraste com a agricultura de trigo comercial na América do Norte ou do Oeste da Europa. A fazenda H emprega um grande número de trabalhadores permanentes e de temporada. Contudo, suas unidades de trabalho custam muito menos que as fazendas da América do Norte e Europa. Os salários mensais para os técnicos agronônomos - suas altas ajudas de custo são aproximadamente US$ 700 por mês. Seus dois capatazes ganham aproximadamente US$ 600 mensais. Seus operadores de máquinas (para máquinas conjugadas, picadores de algodão, pulverizadores, etc), ganham aproximadamente US$ 350 por mês, e os motoristas dos tratores ganham aproximadamente US$ 250 mensais. Durante o ano eles empregam trabalhadores manuais temporários que recebem aproximadamente US$ 130 por mês. Os irmãos H alimentam trabalhadores domésticos e fazem as contribuições obrigatórias ao seguro social federal e outros programas de bem estar dos empregados. Eles e seus vizinhos tem enfrentado escassez de trabalhadores habilitados e não habilitados.
Administração e Mercado
A administração de matérias primas e produção de mercado é bem parecido com as fazendas de larga escala de grãos da América do Norte. Trabalhando com vários volumes e sua própria frota de caminhões e instalações de armazenamento, os irmãos H estão habilitados a negociar favoráveis preços de materiais e produção com vendedores e compradores. As matérias primas são compradas por atacado: eles compram seus calcários, fertilizantes, herbicidas, pesticidas, combustível e outras produtos em grandes lotes e usam seus próprios caminhões para transportar os produtos às instalações da fazenda. Eles geralmente vendem diretamente à atacadistas e exportadores. Embora a soja e o milho sejam vendidos como mercadorias de volume, eles adicionam valores à produção de arroz e feijão comestível, os limpando e os ensacando antes de vender. Os irmãos H são pioneiros na adoção de nova tecnologia e continuam se atualizando no recente desenvolvimento no mundo agrícola. Eles continuam em constante contato com pesquisadores agrícolas brasileiros em setores públicos e privados. O solo do cerrado requer administração cuidadosa para o máximo de produtividade, e para fertilização, delineação e recomendações de micronutrientes, eles contratam os serviços de um experiente Consultor Agronômo. Eles se comunicam via telefone celular com seus técnicos, vendedores, compradores e familiares.Seus controles financeiros e de produção são computadorizados. A agricultura do Oeste da Bahia é altamente "dolarizada", isto é, os preços da soja e do algodão são cotados em dólar como os produtos importados. Via internet, os irmãos H monitoram rigorosamente o câmbio, o mercado mundial de produtos e as informações sobre fatores de mudança no mercado. Também via internet, eles mantém tabelas sobre custos de produção de soja, milho, e algodão nas principais regiões de produção do mundo. Em média, durante dezoito anos, os irmãos H pagaram consideravelmente menos que 15 sacas de soja/ha por suas terras (veja Preços de Terras ). Através dos anos, eles tem continuamente investido na formação de solo fértil. Hoje, suas terras são umas das mais produtivas do Oeste da Bahia. Qual o valor da terra hoje? W diz que a terra poderia ser vendida imediatamente por 180 a 220 sacas/ha, mas ela não está à venda. Aos 38 anos, eles não estão prontos para deixar a agricultura. Em resumo, os irmãos H realizam uma grande, firmemente administrada e altamente lucrativa fazenda comercial nas fronteiras do cerrado brasileiro do Oeste da Bahia. Em termos de tamanho, eles não são apenas a maior associação da região. Eles ainda são a mais lucrativa. Em dezessete anos de agricultura, eles mostraram--pelo exemplo--que agricultura de terras sequeiro em larga escala comercial na região do cerrado é absolutamente viável. Eles têm também mostrado que com uma boa administração, ela pode ser altamente lucrativa.
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